Donald Trump saiu da ONU dizendo que teve uma “química excelente” com Lula. Pois é, o mesmo Trump que já foi transformado em pôster de quarto por bolsonaristas, com direito a bandeira dos Estados Unidos tremulando em manifestação na Paulista, resolveu abrir um sorrisão pro petista. A reação da turma foi um misto de choque, decepção e silêncio constrangido.
E é aqui que mora o problema da idolatria política. A gente já viu esse filme várias vezes: eleitor coloca a própria honra em jogo, se arrisca financeiramente e até judicialmente para defender um político, e o que recebe em troca? Nada. Nem coerência ideológica.
Não pense que é só entre bolsonaristas. No campo petista, exemplos também não faltam. Quando Michel Temer indicou Alexandre de Moraes ao STF, o PT agiu duramente para barrar sua aprovação. Hoje, há quem trate o ministro como herói da democracia. O mesmo vale para Silas Malafaia: lá atrás, foi apoiador e ajudou o PT a chegar ao poder nacional pela primeira vez. Hoje, virou um de seus críticos mais ferozes. É o vai e vem da política, sempre na lógica da conveniência.
Nas mesas de bar, a sabedoria popular costuma resumir bem: “político não tá nem aí pra gente”. Eles brigam hoje e posam de inimigos mortais. Amanhã, no mesmo palanque, estão de braços dados. Quem quase saiu no tapa ontem, amanhã troca elogios.
E você, onde fica nessa história? Vai guardar mágoa do amigo com quem rompeu por causa de política? Vai explicar pra família por que não conversa mais com o tio por conta do “seu” candidato? Porque, do lado de lá, a reconciliação vem fácil. Mas do lado de cá, a ferida das amizades perdidas não cicatriza tão rápido.
Então fica a pergunta: vale mesmo a pena idolatrar político?
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